Como usar o Mercatus OS

Você terminou o setup. A partir daqui é conversa, e este manual mostra o que dá pra pedir.

A regra que resolve 90% dos problemas: abra o Claude Code (ou o Codex) sempre dentro da pasta do seu sistema. Ele lê o contexto do seu negócio da pasta onde você abre. Se em algum momento ele parecer que esqueceu quem você é, é quase sempre isso. Feche e abra de novo, no lugar certo.

Você não precisa decorar comando

Peça em português, do jeito que você falaria com alguém da sua equipe. Estes são exemplos reais, não uma sintaxe que você tenha que seguir:

monta uma proposta pro cliente novo que me procurou ontem
escreve um email respondendo essa reclamação, tom firme mas educado
analisa essa planilha de vendas e me diz o que está caindo
transforma essa ideia num roteiro de post

Ele já sabe quem você é, o que seu negócio faz e como você escreve, porque você contou tudo isso no setup. Não precisa repetir o contexto toda vez.

Os atalhos que existem

Comandos que começam com barra são atalhos pra coisas que você faz sempre. Digitar o nome em português também funciona.

AtalhoPra que serve
/iniciarComeçar o dia. Ele lembra onde você parou e o que ficou pendente
/atualizarQuando algo mudou no negócio e o sistema ainda não sabe
/mapearTransformar algo que você repete toda semana numa ferramenta sua
/novo-projetoCliente novo, produto novo, qualquer coisa que mereça pasta própria
/syncarGuardar o trabalho na nuvem, se você já configurou isso
/setupRefazer ou completar a configuração inicial

O mais útil, e o que quase ninguém usa no começo

Ensinar ele a fazer do seu jeito

Quando ele entregar algo fora do que você queria, corrija. E se for uma correção que vale sempre, ele vai perguntar se pode salvar. Diga que sim.

não, nunca escreve "prezado". Aqui a gente trata por você

Da próxima vez ele já sabe. É isso que separa uma ferramenta genérica de uma que trabalha do seu jeito.

Transformar o que você repete em ferramenta

Se você faz a mesma coisa toda semana, ela pode virar um atalho seu:

/mapear

Ele entrevista você sobre o processo e cria a ferramenta. Depois é só pedir pelo nome.

Trazer o que você já tem

Contrato antigo, apresentação, planilha de cliente, briefing. Diga o nome do arquivo ou da pasta, ou arraste pra dentro da pasta do sistema:

lê o arquivo proposta-antiga.pdf e usa como base pra essa nova

Onde as coisas ficam

PastaO que vai nela
_contexto/O que ele sabe sobre você e o negócio. Não apague
conteudo/O que você produz: proposta, post, roteiro
dados/Arquivo pra analisar: planilha, PDF, CSV
inbox/importacao/Material cru da empresa. Fica fora de qualquer backup, de propósito
marca/Sua identidade visual, logo, cores
Por que inbox/importacao/ é diferente: é onde entra contrato, planilha de cliente e export de sistema, que costumam trazer dado sensível junto. Nada dali sobe pra nuvem. O que sobe é o que foi destilado pra fora dessa pasta.

Ferramentas que você pode adicionar

Além do que já veio instalado, existe uma biblioteca de ferramentas prontas: anúncios, análise de site, criação de imagem, corte de vídeo, carrossel, e outras.

Pergunte o que faria sentido pra você:

que ferramentas existem que fariam sentido pro meu negócio?

Seu trabalho está seguro?

Enquanto você não configurou a nuvem, tudo vive só no seu computador. Se ele der problema, você perde.

Quando quiser resolver isso, peça:

quero guardar meu trabalho na nuvem, me ensina o passo a passo

Ele te conduz: criar a conta gratuita, instalar o que falta, e conectar. Depois disso, /syncar guarda tudo, e uma checagem automática impede que senha ou chave de API subam por acidente.

Nada sobe sozinho, e isso é decisão, não limitação. Você escolhe o que guarda e quando. Assim nada vai pra internet sem você saber.

Travou?

Pergunte pra ele mesmo. É o caminho mais rápido, e funciona pra quase tudo:

deu esse erro aqui, como resolvo?
não entendi o que você fez, me explica de outro jeito
refaz isso, mas mais curto